11 de setembro de 2006

Meu brinquedo preferido


Descrição da imagem: muitas flores alaranjadas, parecidas com lírios.


Meu brinquedo preferido.
Sirvo-me das palavras
como brinquedos encantadores,
adoráveis pedacinho de pureza
espalhados pelo chão que me alicerça.

Férteis pensamentos.
Idéias que se concebem
e germinam, esperando maturação.

Letras e palavras,
como brinquedos de encaixe – um grande Lego –
que agrego a escultura de meus versos,
ao sabor de caprichos e intenções.

Sou o Pequeno Construtor
de meu próprio espelho interior.

Desafio que não pode ser temido.
Brincadeiras
são ensaios amorosos para a vida.

Quebra-cabeças de emoções
– que venham cinqüenta, cem, quinhentas peças –
montados com facilidade
ou com extrema concentração,
a depender do presságio.

No amor, sempre investi horrores.
Treinos exaustivos no Banco Imobiliário.
Nas aplicações sentimentais, desastres,
mas também "bons negócios", não sou de negar.

Dor de amor endurece a alma.
O “War” passa a cair como uma luva,
ensaiando ataques, estratégias
experimentando emoções com os meninos
da rua de minha infância.
Campo de simulação de minha tática
de guerrilha amorosa.

Encerro a missão diária,
lápis guardados em estojo cor-de-rosa,
papéis de carta
ordenados em pastas floridas,
fecho o meu baú de brinquedos
e volto a vida de gente grande,
sem cores, sem rabiscos,
sem ensaios,
onde não é permitido usar borracha
quando se erra.

Foto: Emanuel Galvão (agosto/2006)

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