11 de fevereiro de 2009

A hora que dói.


O dia cái e as dores crescer.

Sinto falta da vida que desaparece.

Saudade dos cheiros, dos calores

da mescla de vozes

do barulho dos calçados,

dos abraços, ainda que mal dados.

Ficamos só eu e este silêncio rouco

confortavelmente acomodados

no sofá de dois lugares

da sala vazia de minha vida.

Fumo meu cigarro com filtro.

Bebo meu gole de café.

Meus vícios, agora,

são bons e fiéis companheiros.

Confio neles.

Eles nunca irão me abandonar.
Descrição: foto em branco e preto. Pessoa largada em um sofá, olhos semi abertos, aparentando tristeza

4 Comentários:

Guilherme Ramos disse...

"A dor nos faz lembrar que estamos vivos." (A.D.)

Prefiro viver, deixar doer, que insensível ser. Se não sinto dor, sentirei o quê? Nem tanto amor; tão pouco prazer. (Gui Ramos)

Bjo, amigaa!!!

Guilherme Ramos disse...

"A dor nos faz lembrar que estamos vivos." (A.D.)

Prefiro viver,
Deixar doer,
Que insensível ser.
Se não sinto dor,
Sentirei o quê?
Nem tanto amor;
Tão pouco prazer.

Inspirou-me, heinnn???? BJUXXXXXXXXX!!!!!

O Peregrino disse...

Isso é solidão...rsrs
mas sem ela vc não faria esse lindo poema. É bom chorar um pouco pra tirar a monotomia da vida.
Adorei seu blog, vou seguir ele, vê se gosta do meu também.

Rita Mendonça disse...

Obrigada, querido.
Irei visitá-lo, sim.
Levarei meu Absinto, para bebermos enquanto viajamos pela poesia do Peregrino.
Um abraço.

Rita

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